Escolas atuais: Exterminadoras de talentos

Hoje quero mostrar para vocês dois vídeos (na verdade só um separado em duas partes) interessantes, com umas piadinhas legais, outras sem graça, mas interessante de qualquer forma, sobre como as escolas matam a criatividade das crianças. E depois fazer alguns comentários sobre o assunto. Aí vão os vídeos:

OBS: Pode ser que apareça só um pedaço em branco na página, mas depois de um tempinho os vídeos aparecem.

Ken Robinson fala no vídeo sobre a estigmatização do erro nas escolas, apesar de parecer certo aos olhos de alguns, essa atitude é, a meu ver, muito preocupante. Aí vocês me perguntam: “Mas como assim, então quer dizer que as escolas têm que ensinar as crianças a cometerem erros?!” Não, também não é bem assim, deixem-me explicar porque penso dessa maneira. Imaginem por exemplo Thomas Edison, todos já devem ter pelo menos ouvido falar do carinha que inventou a lâmpada elétrica, certo? Bom, dizem que antes de conseguir um filamento que realmente funcionasse para a finalidade de iluminar, ele tentou mais de mil materiais diferentes, sim, MIL! Ou seja, ele errou muitas vezes e mesmo assim continuou tentando, não tinha medo de errar, mais do que isso, ele sabia que os erros nos ensinam algo, aliás, na maioria das vezes os erros nos ensinam muito mais do que os acertos. O que vocês acham que ensinamos às crianças quando as condenamos por tirar uma nota baixa na prova ou por errar o exercício? As ensinamos que elas NÃO PODEM errar, criando assim um medo terrível na cabeça das pobres coitadas. Essa criança traumatizada pode se tornar um bom funcionário cumpridor de ordens quando crescer, mas nunca vai ser uma pessoa que se destaca, porque simplesmente não vai conseguir inovar, ter idéias originais, por simples medo de errar. Ou vocês acham que grandes mentes como Einstein, Da Vinci, Newton, etc., nunca erraram? Ou melhor, vocês acham que eles tinham MEDO de errar? Acredito que não. Para chegar aonde chegaram precisaram dos erros para aprender com eles, precisaram ter coragem de arriscar estarem errados. Como disse Ken Robinson sobre ter idéias originais, esses sujeitos, e afirmo isso com toda a certeza do mundo, estavam preparados para estarem errados.

Como dito no vídeo, o sistema de ensino atual é o mesmo que nasceu no século XIX para suprir as necessidades do industrialismo, sistema esse apoiado na idéia de que os assuntos mais relevantes ao trabalho são prioridade, desviando assim as crianças de seus talentos (se você não acredita em talento ou dom, considere então que afastamos as crianças das coisas que elas gostam e teriam mais facilidade em fazer), com a desculpa de que nunca arranjariam trabalho fazendo aquilo, e como Ken Robinson fala no vídeo, essas atitudes são bem intencionadas, mas profundamente erradas. Várias pessoas brilhantes se acham medíocres, acham que não servem para nada, simplesmente porque aquilo que elas gostam foi estigmatizado durante toda sua vida pela escola, e na maioria das vezes pelos familiares também. Exterminamos talentos e vidas simplesmente porque não queremos dar o braço a torcer e admitir que cada pessoa serve para uma coisa e que ninguém é igual a ninguém. Alguns de vocês que lêem esse texto devem estar pensando: “Ah, mas só queremos garantir que quando crescerem, as crianças de hoje tenham um bom emprego, seguro e com um bom salário”. Caso pense assim, porque você acha que tem o direito de interferir na vida de outra pessoa? Se ela vai escolher ser desenhista, por exemplo, mesmo sabendo que a profissão é desvalorizada, ela deve saber dos riscos e das desvantagens. Mas essa é uma escolha pessoal, se ela acha que vai ser mais feliz assim, não devemos interferir, afinal, muitas vezes o que achamos melhor para nós, não é o que outras pessoas acham melhor para elas, temos de saber respeitar as diferenças.

Chegamos ao absurdo de médicos receitarem remédios fortíssimos para crianças que não estão com vontade de aprender, o tal do déficit de atenção. Acho que se fizessem uma pesquisa chegariam à conclusão de que 60% das crianças hoje em dia têm a tal “doença”. Não estou dizendo que o TDAH não existe, não tenho conhecimento suficiente para afirmar que ela existe ou não, mas tenho certeza que, mesmo que a doença exista, a maioria dos casos com esse diagnóstico são “alarmes falsos”, são simplesmente pessoas desinteressadas naquele assunto, mas que têm outras aptidões. Reparem no caso de Gillian Lynne, que é citado no vídeo, e parem para pensar, estamos destruindo talentos e transformando pessoas possivelmente brilhantes em meros robôs submissos que “empurram a vida com a barriga” em um emprego meia boca. Fazemos isso porque simplesmente não queremos dar o braço a torcer pelo fato de que cada pessoa tem habilidades diferentes e que deveria fazer aquilo de que gosta?!

Outro ponto importante que o autor aborda é sobre o valor de um diploma. Como antigamente quem tinha uma faculdade tinha um bom emprego garantido, e como hoje essa afirmação já não é verdadeira. Dessa maneira, além de o sistema atual não explorar as capacidades individuais de cada pessoa, também está perdendo sua antiga utilidade, que era garantir às pessoas um emprego estável e uma qualidade de vida ao menos razoável.

Como se isso tudo não bastasse, ele arranca das pessoas anos preciosos de suas vidas, fazendo com que cada vez mais seja necessário mais e mais tempo para que cheguemos onde queremos, alcançando nossos objetivos.

No meu caso, por exemplo, a única coisa que a escola me ensinou pela qual sou grato é ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas básicas (aliás, nem isso ensina direito muitas vezes, já vi gente de 20 anos que para ler uma frase demora um tempo considerável, por exemplo), o resto foi baboseira, decoreba e uma ou duas coisas meio úteis das quais não me recordo agora. Ou seja, passei mais ou menos dez anos estudando coisas que não eram do meu interesse simplesmente porque “é assim que tem que ser”, ouvindo frases como: “Não complica, faz e pronto”, “Tu vai ser o que quando crescer se não tiver estudo?”, “Não adianta reclamar, as coisas são do jeito que são e pronto” ou “Tu pode até gostar de música e fazer isso, mas tem que arranjar um emprego de verdade, que te sustente”. Mas como não desisto fácil e não me conformo com certas situações, resolvi pesquisar e descobri que não são um ou dois que pensam como eu, mas sim um número cada vez maior de pessoas.

Porque a escola ensina muito mais matemática do que música, por exemplo? Os matemáticos são mais importantes que os músicos? Obviamente que não, cada um contribui da sua maneira para a sociedade, ou seja, são igualmente importantes. Então porque esse preconceito com algumas atividades? Até hoje não teve uma, sequer uma pessoa que tenha me afirmado que matemática é mais importante que música com um motivo concreto para tal afirmação, sempre são coisas do tipo: “Mas as artes não produzem avanços que ajudam as pessoas.” E eu rebato dizendo que quem garante que se os cientistas não tivessem seu momento de entretenimento, com música, cinema, teatro, etc., eles conseguiriam tais avanços nos seus trabalhos, por exemplo? Vejam bem, não estou dizendo que a escola deveria simplesmente substituir toda a matemática por música, por exemplo, mas sim explorar as capacidades individuais das pessoas, para depois focar no assunto de interesse de cada um. Bom, o sistema de ensino ideal já é assunto para outro post.

Depois de ver esses vídeos e refletir sobre o assunto, para mim fica claro que o atual sistema de ensino precisa de uma revolução. E vocês, o que acham?

É isso, tive que dar uma resumida se não ficaria extenso demais, mas acho que deu pra passar a idéia. E desculpem pelos possíveis erros de português, mas acho que me fiz entender, e isso é o que importa, sem frescurites do tipo: “Não é essa, e sim esta.” ou “Não é porque, mas sim por que”, aliás, frescuras inúteis do português e de outros assuntos é um tema para algum outro post também :D .

Se você está pensando: “Que assunto chato, não entro mais aqui.”, caaalma, lê de novo o título do blog, os assuntos vão ser dos mais variados, pra tudo quanto é gosto ;D.

E podem comentar a vontade, se você é a favor, contra ou muito pelo contrário, seu comentário será sempre bem vindo!

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Pontapé inicial

Para iniciar o post, uma explicação sobre o nome do blog e o que você irá achar nele. Você deve estar se perguntando: “Metendo as fuças? mas que porra é essa?!” Bom, o título do blog vem do meu jeito de ser, de tentar fazer tudo quanto é coisa. Algumas das minhas possíveis profissões: Desenhista, escultor, artista 3d, investidor na bolsa de valores, músico. Essas são algumas das coisas que eu já fiz (todas sem render muita coisa), sem contar as que eu esqueci agora por não ter dormido hoje ainda, e sem contar as que eu já PENSEI em fazer, iiixi, aí seria uma lista gigante aqui, nem vale a pena escrever tudo. Também gosto de uma infinidade de coisas diferentes por isso fico fuçando a internet o tempo todo, o que resulta em achados dos mais bizarros e impressionantes aos mais engraçados, esses achados serão uma das coisas que vocês vão ler neste blog. Pelo título do blog já da pra ter uma noção que terá de tudo por aqui né? Pra dar uma idéia do que é provável que vá aparecer por essas bandas, aí vai uma lista de alguns dos assuntos pelos quais me interesso:

Desenho, escultura, música, literatura, mitologia nórdica, política, novidades tecnológicas, jogos, vida extraterrestre, viagens espaciais, origem da vida, significado (ou não) da vida. Dentro desses assuntos ainda cabem muitos outros, fora os que eu esqueci, que provavelmente foram muitos.

Nas próximas horas/dias/semanas/meses/anos/vidas eu provavelmente vá escrever algum artigo sobre uns assuntos que quero escrever há tempos e nunca consigo, aguardem.

Espero que gostem do blog! Um Abraço!

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